
São Paulo, 30 de Maio de 2012.
Frio, Amigos, bebidas e consequências.
Nos últimos meses pouca coisa mudou. Continuamos saindo à noite para dançar, beber, conversar ou procurar algo que surpreenda. Antes “forçávamos” algum rolê com propósito de sexo, mas isso logo foi perdendo a graça. Legal mesmo é o inesperado, chegar e se tiver que ser aquilo vai ser na hora, com adrenalina e mistério. Pois foi no ultimo final de semana que uma cena assim se formou totalmente sem querer.
Um amigo nosso, que anda numa situação complicada com seu termino de namoro nos chamou para uma breja como de costume e isso coincidiu com uma despedida de outro amigo nosso que embarcaria para Europa no dia seguinte. Até o começo da madrugada estava tudo normal, breja, risadas e alguns comentários na mesa sobre o UFC, economia e academia, até que depois de ir embora, nós três decidimos dar um rolê pela augusta e depois caímos no Ibirapuera as 2:30hs. Durante o caminho, ele falava para irmos numa sauna que ele gosta e tal, mas estava muito frio e não estávamos naquela vibe. Mais algumas cervejas depois e já era hora de voltar pra casa. Quase 5h da madruga e eu desejando minha cama e um aquecedor. Foi aí que o Ra o chamou para dormir na casa dele e as coisas começaram a tomar outro sentido. Chegando lá, por consequências do destino, todos os edredons estavam na lavanderia e só um (de casal) sobrou pra nós três, o que não foi problema de inicio. Conversamos por mais ou menos uma hora sobre relacionamentos, sexo e tal, até que ele começou a encoxar o Ra e juntos, até então de zueira, ficamos se esfregando para “espantar o frio”. De repente as palavras deram lugar apenas ao som da nossa respiração. Nesse momento percebi que o melhor da noite estava apenas começando e eu já estava com o pau duro de tanto tesão. Ele foi o primeiro a colocar o pau pra fora e abaixar a calça do Ra, sem eu perceber. Depois começou a bater uma pra mim enquanto chupava o Ra. Sempre o achei um cara bonito. Seu jeito meio mafará de se vestir, com blusa de moletom, boné e tênis da Oakley (ele é esse na foto) me chamava à atenção de um jeito diferente e tudo aquilo que eu fantasiava estava acontecendo, ali, na mesma cama com o Ra. Não sei se ele já tinha feio algo com mais de uma pessoa ao mesmo tempo, mas mandava super bem. Administrava os dois paus de uma forma que eu nem precisava bater punheta. Fechava meus olhos e sentia as mãos dos dois no meu corpo, me apertando, como se aquilo fosse a melhor coisa do mundo. Não estava conseguindo segurar e fui o primeiro a gozar, deitado, com porra até o peito. Ele gozou em seguida, de joelhos na cama, de frente pra nós dois, na palma de sua mão, deixando escapar um pouco na perna do Ra, pedindo desculpa, ofegante e dando uma risada safada e alcoolizada. Não me lembro de como dormimos, juntos ou espalhados pela cama, mas pela manhã achei que aquilo tinha sido um sonho quase real de tão bom.
Acordamos como se nada demais tivesse acontecido naquele quarto, horas antes, e tenho certeza que ele vai querer de novo, e de novo, só pra relaxar, afinal, amigo é pra essas, e outras coisas.
_Por Ca e Ra.




